Casa dos Malmequeres
na praia de Magoito, Sintra
Após as doces curvas de Sintra, onde o mar respira azul,
há uma casa cor de rosa, que é abrigo e farol do sul.
A Casa dos Malmequeres com nome de flores e memória,
guarda em cada parede o perfume de uma história.
Entre risos ao vento e tardes de sal na pele,
ali se brinca com o tempo, como se na vida não houvesse
relógios ou partidas — só o agora a viver
na areia morna da praia, onde se pode aprender
que a felicidade é simples, sabe a queijadas e mar.
As ondas dizem segredos, os pinhais sussurram
cantigas antigas dos deuses que ali descansavam.
E nós, com os pés descalços, de peito aberto,
sentimos o mundo inteiro dentro deste afeto descoberto.
Há malmequeres no campo e no nosso olhar,
desfolhados em jogos de amor a adivinhar.
Cada pétala caída é um instante dourado
que o verão nos traz, eternamente selado.
Casa dos Malmequeres
no Magoito das falésias sem fim,
em ti ecoam os risos
que aqui vais guardar por mim.
Clara de Barros